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Belas estradas brasileiras

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Reportagem: Paula Gama / UOL

Viajar de carro é uma paixão que me acompanha desde a infância.

Esse se tornou meu hobby aos 7 anos, quando viajei do Rio de Janeiro, meu estado natal, ao Espírito Santo, onde morei por 12 anos e conheci o "Frade e a Freira" - uma formação montanhosa que se vê da BR-101, perto de Cachoeiro do Itapemirim, no sul do território capixaba.

Desde então, conheci muitas estradas brasileiras e resolvi eleger as que mais me impressionaram pelas belezas naturais, de Fernando de Noronha ao Rio Grande do Sul.

1 - Rota do Lagarto e Pedra Azul, no Espírito Santo.



A rota romântica capixaba tem apenas 7 km, mas cada metro reserva paisagens e belezas naturais. Ela tem início no Km 88 da BR-262, a cerca de 90 km da capital Vitória, e vai até a rodovia ES-164. No caminho, é possível admirar a Pedra Azul e seu Lagarto por inteiro, além de vislumbrar um bosque belíssimo e passar por pousadas, cafés, bistrôs e restaurantes premiados. Na minha opinião, é uma das paisagens mais belas do Brasil.

2 - BR-116, em Teresópolis, no Rio de Janeiro.


Ainda criança, deparei-me com as belezas da BR-116, no trecho que liga as cidades do Rio de Janeiro e Teresópolis.

A caminho da Região Serrana carioca, é possível admirar o Dedo de Deus e a Serra dos Órgãos. Voltei à estrada depois de adulta, no lançamento do facelift do Chevrolet Cobalt, em 2015, quando, mais uma vez, fiquei encantada com o cenário exuberante.

3 - BR-242, na Chapada Diamantina, Bahia.



A Chapada Diamantina é uma das grandes belezas da Bahia, estado em que moro atualmente, e o Morro do Pai Inácio é, certamente, um dos protagonistas.

Às margens da BR-242, é possível ter ideia da sua dimensão. A boa notícia é que, saindo pouquíssimos quilômetros do caminho, você encontra o pé do morro e, após alguns minutos de trilha leve, pode chegar até o cume para admirar boa parte da Chapada. É um dos cenários mais incríveis que já vi!

4 - BR-363, em Fernando de Noronha (PE).


A menor BR do Nordeste e a segunda menor do Brasil tem apenas 7,5 km e cruza a ilha principal de Fernando de Noronha de ponta a ponta.

Ao visitar o arquipélago, você certamente passará por essa estrada várias vezes e não cansará de admirar a vista para o Morro do Pico e os Dois Irmãos.

Rodei por lá sem poluir a natureza a bordo do Renault Zoe, um hatch 100% elétrico.

5 - AL-101, entre Maceió e Maragogi (AL).


Na minha opinião, Alagoas é dono do litoral mais belo do Brasil, com um bônus: além das águas cristalinas, a temperatura é incrivelmente morna.

A rodovia estadual AL-101 acompanha a costa alagoana se aproxima bastante do mar. Um espetáculo!

6 - Estrada da Serra da Moeda, em Minas Gerais.


A Estrada da Serra da Moeda é especial por estar a apenas 34 km de Belo Horizonte e ter um visual esplêndido de parte da Região Serrana de Minas Gerais.

É mais um dos caminhos que conheci a trabalho, no lançamento do Volkswagen T-Cross, em 2019.

Lá de cima, é possível voar de parapente e até mesmo almoçar admirando a paisagem, no Restaurante Topo do Mundo. O nome já diz tudo: a sensação é de estar "planando" sobre a montanha.

7 - Rota Romântica do Rio Grande do Sul.


A chamada "Rota Romântica" do Rio Grande do Sul é composta por trechos da BR-116 e da RS-235.

A estrada lembra caminhos percorridos em pequenas cidades da Europa, entre a Alemanha e a Itália Inclusive, a região é fortemente influenciada pela cultura desses dois países.

Conhecer o local também foi um presente da profissão, em 2019, quando o Mitsubishi Eclipse Cross chegou ao mercado.

Correntina e a força turística do Oeste da Bahia

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Foto: divulgação

Por: G1 Bahia

A cidade de Correntina, no oeste da Bahia, reúne belezas naturais que atraem turistas para a região durante todo o ano, incluindo no período de carnaval, quando a cidade oferece programação gratuita.

Banhado por cinco rios de águas cristalinas (Correntina, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio), o município oferece opções de lazer para aqueles que buscam descanso e também para os aventureiros. Entre os destaques, estão ilhas naturais, grutas e cachoeiras, que são abertas para visitação.

Foto: reprodução / internet

Localizado na divisa da Bahia com Goiás, Correntina fica distante mais de 900 km de Salvador. O município tem um território de 11.492,171 km², que, conforme levantamento feito em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE), abriga mais de 32 mil pessoas - segunda maior população na microrregião do estado.

Conforme o IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita da cidade corresponde a quase R$ 34 mil. Parte desse valor é fruto da agricultura - área em que se destaca a produção de soja e algodão, além de mamona, que é plantada em 300 hectares de uma fazenda no município.

A outra porcentagem do PIB vem do turismo. No portal oficial, a prefeitura lista 14 pontos a serem visitados, todos ligados à natureza. Confira:

Sete Ilhas


Foto: divulgação

Localizado a 1,5 km do centro da cidade, um balneário reúne sete ilhas naturais, considerado “sete pedaços do céu”. A primeira infraestrutura foi construída em 1975, quando, na época, foi feito o acesso ao balneário.

Atualmente, a atração oferece praias, cachoeiras, corredeiras, plantas nativas, bares, restaurantes, pousada e estacionamento público com capacidade de aproximadamente 200 veículos.

Ranchão


O Ranchão de forma retangular foi idealizado por um grupo de empreendedores no final dos anos 60, em uma área de aproximadamente 1.000 m². O local, segundo a prefeitura, é um cartão postal de visita da cidade e sedia a festa do Havaí, sempre um mês antes do carnaval.

Ilha do Buriti


A Ilha do Buriti forma um arquipélago com várias ilhas menores, cachoeiras, corredeiras e praias naturais.

Ilha do Vau


Menor que a Buriti, a Ilha do Vau oferece praia e arborização nativa para os turistas na região.

Ilha do Despejo


Pouco conhecida, a Ilha do Desejo tem aproximadamente 500 m², com a metade coberta por vegetação nativa e a outra metade formada por bloco de pedra. Ao lado direito tem uma cachoeira (despejo), ao esquerdo uma corredeira e acima uma pequena praia, toda a área cercada por vegetação ciliar nativa.

Rio Arrojado


Rio com profundidade média variando entre 2 a 3 metros e largura média variando entre 25 a 30 metros, com corredeiras, cachoeiras e remansos em todo o percurso, que começa na Serra Geral e vai até sua confluência com Rio Corrente na Barra de São José, divisa com Santa Maria da Vitória e Jaborandi. Em suas margens, encontra-se importantes povoados como: Arrojelândia, Catolés, Praia, Aparecida do Oeste, Fundão e Olivânia, entre outros.

Rio Correntina


Rio de águas cristalinas, com muitas ilhas, corredeiras, cachoeiras e praias. De acordo com a prefeitura, o rio é um do mais belo do estado. No rio, se encontra os mais importantes cartões postais da cidade; o Ranchão e as Sete Ilhas, onde entre este percurso está implantada a Usina Hidroelétrica de Correntina (Coelba), inaugurada em 1964. A profundidade média das águas é de 2 metros e a largura é de 20 a 25 metros.

Rio do Meio


O Rio do Meio tem o maior número de remansos ou praiados e algumas corredeiras. Banha terras férteis cultivadas por pequenos agricultores, que utilizam a água para irrigação de diversas culturas, em especial, orgânicas. O rio faz fronteira entre os municípios de Santa Maria da Vitória, Correntina e São Desidério. Os afluentes são os rios Santo Antonio e Guará.

Cachoeira da Zumba


A cachoeira tem uma queda de 3 metros de altura e um comprimento de 15 metros. Está situada a 4 km acima do centro da cidade. Lá, segundo a prefeitura, é o lugar perfeito para praticar ecoturismo, com uma descida alucinante pelas correntezas do rio.

Cachoeira do Sonrizal


A Cachoeira do Sonrizal é pequena, mas guarda uma grande beleza. A localidade fica no perímetro urbano, entre o barquinho e Ranchão.

Cachoeira do Manoel Mendes


Cachoeira de média altura, dividida em duas quedas por possuir uma ilha em sua parte superior. Fica localizada em terreno particular, mas tem acesso liberado. Na propriedade, tem o Bar e Restaurante Cachoeira do Praiado, onde serve o tradicional pirão de galinha caipira da região.

Cachoeira do Catolés


Cachoeira de pequeno porte mas de muita beleza e bem restrita e preservada. Excelente para explorar com a família. Localizada na região de Catolés, a 30 km do centro da cidade.

Gruta do Remanso


Caverna/Gruta com uma abertura e de algumas galerias e salões, chegando a atingir o lençol freático. Localizada a 20 km do centro da cidade. Acesso pela BR 135/Ponte Velha.

Gruta de Ponte Velha


Uma entrada e um salão. Atrativo natural com altitude de 800 metros, coberta por vegetação nativa do cerrado.

Chapada Diamantina: a magia do Poço Azul e do Poço Encantando

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Por: Guia da Chapada Diamantina (aqui).

As grutas com poços de água cristalina são atrações muito singulares na Chapada Diamantina. A combinação entre as formações rochosas, a transparência da água e a incidência da luz solar criam uma atmosfera mágica, tornando o Poço Azul e o Poço Encantado, dois atrativos de tirar o fôlego de qualquer um.

Foto: reprodução WhatsApp


Uma das coisas que mais impressiona nos poços é que, mesmo com a profundidade, com áreas que variam de 20 a 60 metros, é possível ver nitidamente tudo o que está no fundo, como pedras e troncos de árvores. À primeira vista, ainda é possível confundir onde termina a rocha e onde começa o meio aquático. Uma das justificativas para tanta limpidez é a existência de elementos como o carbonato de cálcio. De acordo com Ismael Júnior, “ele filtra a água, contribuindo para a sua transparência”.

Poço Azul. Foto: Thalison Ribeiro.

Já a coloração da água é explicada pelo biólogo Roy Funch: segundo ele, este tom azulado se deve basicamente pela mesma razão que o céu é azul. “A luz visível que vem do sol é composta por todas as cores e, ao encontrar com a atmosfera, ela passa direto, enquanto a luz azul bate nas moléculas de nitrogênio e oxigênio e é refletida em todas as direções”, explica.

Poço Azul. Foto: Rui Rezende.

As duas grutas possuem características semelhantes, mas cada uma tem sua particularidade.

O Poço Encantado é maior e mais profundo, com 98 metros de comprimento e 49 de largura. Neste, não é permitido entrar na água, mas vale a pena visitá-lo para contemplação.

Já no Poço Azul é permitido realizar flutuação pelos seus 40 metros de extensão e 20 metros de largura. O que faz com que um seja aberto à flutuação e o outro seja fechado, é que no Poço Azul a água é corrente, portanto a ação humana não afeta a visibilidade, diferente do Poço Encantado.

Durante a temporada do raio

Entre o inverno e o outono, devido à posição do sol, os raios solares penetram nas cavernas e atravessam os poços, formando um incrível feixe de luz azul turquesa que acende ainda mais as suas cores. Um fenômeno natural que os torna ainda mais fascinantes!

Poço Encantado de fevereiro a outubro,
com a incidência do raio solar.
Foto: Branco Pires.


Poço Azul de fevereiro a outubro,
com a incidência do raio solar.
Foto: Itamar Gomes da Silva.

Fora da temporada do raio


Entre os meses de novembro a janeiro, em ambos poços, a incidência solar não ocorre diretamente na água, mas é maior e dura mais tempo (das 10h às 16h), contribuindo para a visibilidade no mergulho.

“Apesar do fenômeno único promovido pelo feixe de luz, a beleza dos poços não é determinada por eles”, diz Ismael Júnior, guia de turismo do Poço Azul. É claro que eles dão um plus, fazendo o passeio valer ainda mais a pena, porém, em qualquer época do ano é possível contemplá-los.

O Poço Encantado também não perde a exuberância. “Neste período o poço fica completamente azul, tão encantado quanto nas outras datas. Além disso, a visibilidade do fundo do poço sem o raio é ainda melhor”, afirma Renilson Brito Mota, responsável pelo atrativo.

Os dias de chuva ou nublados são as únicas possibilidades de frustrar o visitante. Porém, esse não é motivo para preocupação, já que os atrativos estão localizados em regiões semiáridas, onde o sol reina quase absoluto durante todo o ano.

Poço Encantado de novembro a janeiro,
sem a incidência do raio solar.
Foto: Rodrigo Dantas.


Poço Azul de novembro a janeiro,
sem a incidência do raio solar.
Foto: Karsten Rau.


Descobertas históricas


O Poço Azul é o maior sítio paleontológico submerso do Brasil. Em 2005, fósseis de vários animais foram resgatados a mais de 15 m de profundidade. Foram identificadas 14 espécies diferentes. Entre os achados, chama a atenção o de um esqueleto quase completo de um mamífero herbívoro gigantesco que viveu em todas as Américas até cerca de 11 mil anos atrás: a preguiça terrícola, que chegava a medir 6 m de comprimento. Durante o trabalho, coordenado pelo paleontólogo Cástor Cartelle, da PUC de Minas Gerais e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também foram coletados fósseis de outra preguiça terrícola, que permitiram ao pesquisador fazer uma nova descrição dessa espécie, antes classificada de forma equivocada.

A descoberta ocorreu em 1995, quando mergulhadores encontraram um crânio que mais tarde seria identificado como o de uma preguiça gigante. Dois anos depois, o mergulhador e cinegrafista Túlio Schargel, durante trabalho de mapeamento da caverna, achou, a 15,5 m de profundidade, uma costela desse mamífero medindo 1,20 m. Então, ele entrou em contato com Cartelle para iniciar um projeto de retirada dos fósseis, com a participação de outros dois paleontólogos, o canadense Gerry de Iuliis e o francês François Pujos, dedicados ao estudo da história das preguiças gigantes nas Américas. Mais tarde, a equipe descobriu outros sítios submersos no poço.

Os três paleontólogos e uma equipe de cerca de 30 pessoas se reuniram em 2005 na Chapada Diamantina para o resgate dos fósseis. Foi retirado um esqueleto praticamente completo de uma preguiça terrícola da espécie Eremotherium laurillardi, a maior desse grupo de mamíferos que habitou as Américas há cerca de 11 mil anos. Esse animal chegava a medir 6 m e ter o volume de um elefante, com cerca de cinco toneladas. Mais informações sobre essa descoberta, você encontra aqui.



O recolhimento dos fósseis no Poço Azul, em 2005. Fotos: Site Ciência Hoje.



Esses roteiros são recomendados para pessoas de todas as idades e podem ser feitos no mesmo dia. É possível chegar de carro até o atrativo e os únicos esforços físicos são as escadarias que dão acesso aos poços.

Visitação no Poço Azul. Foto: Alex Uchoa.


Poço Azul, em Nova Redenção.
Distâncias de carro saindo de: Andaraí 46 km, Mucugê 64 km, Lençóis 86 km.
Melhor época para ver o raio: de 08 de fevereiro a 20 de outubro
Melhor horário para ver o raio: 12h30 às 14h00
Taxa de visitação: R$ 30,00 por pessoa. Inclui equipamento de flutuação.

Poço Encantado, em Itaetê.
Distâncias de carro saindo de: Andaraí 45 km, Mucugê 47 km, Lençóis 141 km.
Melhor época para ver o raio: 01 de abril a 10 de setembro
Melhor horário para ver o raio: das 10h às 13h30
Taxa de visitação: R$ 30,00 por pessoa

Veja aqui como chegar à Chapada Diamantina.

Dicas:
– Para não pegar filas, procure visitar os poços fora de feriados prolongados e período de férias.
– Evite usar creme de cabelo, hidratante e protetor solar antes de ir ao Poço azul. Mesmo sendo obrigatório tomar uma ducha antes de entrar, isso contribui para diminuir as impurezas do corpo e manter a água sempre limpa.


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Chapada Diamantina: turismo e arqueologia na Serra das Paridas

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Por: www.serradasparidas.com.br

O que é a Serra das Paridas?


A Serra das Paridas é um parque arqueológico localizado na Chapada Diamantina, em Lençóis, Bahia. O parque abriga quatro sítios com artes rupestres, porém, apenas um deles está aberto para visitação. Este sítio possui mais de 1000 pinturas, que são um verdadeiro tesouro arqueológico.
Para os amantes da história e da cultura, a visita ao parque é uma experiência única e enriquecedora. Além de apreciar as incríveis pinturas rupestres, os visitantes podem aprender sobre a vida dos antigos habitantes da região e como eles deixaram sua marca na história da humanidade.


A Serra das Paridas é um lugar que não pode faltar em sua lista de destinos turísticos na Chapada Diamantina.

Tempo e percurso


Ao visitar o Parque Arqueológico, os visitantes podem desfrutar de uma caminhada de 300 metros, cujo tempo de percurso pode variar entre 40 minutos e 3 horas, dependendo do interesse de cada um. É possível explorar o local em um ritmo mais rápido ou dedicar mais tempo para apreciar todos os detalhes e informações disponíveis, proporcionando uma experiência mais enriquecedora e completa.


Taxa de visitação


Para visitar o Parque Arqueológico da Serra das Paridas, é necessário pagar uma taxa de visitação de R$50 por pessoa. É importante ressaltar que a propriedade é particular e não recebe recursos públicos para a manutenção de sua estrutura.

Além disso, é obrigatório o acompanhamento de um guia durante a visita. Para aqueles que não possuem um guia próprio, o parque oferece os serviços de guia, com os seguintes valores:

  • Grupos de até 5 pessoas: R$50
  • Grupos a partir de 6 pessoas: R$10 por pessoa


A contratação de um guia é altamente recomendada para aproveitar ao máximo a experiência no parque e conhecer todas as informações e detalhes disponíveis.

Existem diversas reportagens e informações disponíveis sobre a Serra das Paridas na mídia e na internet. Algumas delas incluem:

  • Reportagem do programa "Globo Repórter" da TV Globo, que apresentou a Serra das Paridas como um dos destaques da Chapada Diamantina, mostrando a riqueza das pinturas rupestres e a importância do local para a história da humanidade.
  • Matéria publicada no portal G1 Bahia, que destacou a beleza e a importância cultural da Serra das Paridas, além de abordar os desafios enfrentados pelos proprietários para manter a conservação do parque arqueológico.
  • Artigo publicado na Revista National Geographic Brasil, que apresentou a Serra das Paridas como um dos tesouros da Chapada Diamantina, ressaltando a importância das pinturas rupestres para a história da região.
  • Documentário "Arte Rupestre: Memória Viva da Humanidade", produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que inclui imagens da Serra das Paridas e outras regiões com pinturas rupestres no Brasil.
  • Reportagem do jornal Folha de S.Paulo.



Raso da Catarinha: joia natural do sertão baiano

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Por: Turismo de Natureza

O Raso da Catarina, localizado na parte centro-leste do bioma caatinga, no estado da Bahia, é uma joia natural que merece ser descoberta pelos amantes da natureza e da história. Com uma área de trinta e oito mil quilômetros quadrados, esta ecorregião é marcada por uma paisagem singular, composta por solos arenosos, relevo plano e uma vegetação característica de caatinga arbustiva.
Descobrindo a Reserva Ecológica do Raso da Catarina

Cânions do Raso da Catarina.
Foto: https://www.atendimentoturistico.com

No coração do Raso da Catarina, encontra-se a Reserva Ecológica, uma área de 105.282 hectares administrada pelo IBAMA. Localizada entre os rios São Francisco e Vaza-Barris, região centro-oeste da Bahia, entre os municípios de Canudos, Macururé, Jeremoabo, Euclides da Cunha e Paulo Afonso. Esta reserva é uma verdadeira pérola na região mais seca da Bahia, com uma pluviosidade que varia entre 300 e 600 mm por ano. Além de sua beleza natural, a região possui uma rica história, sendo palco da Guerra de Canudos e esconderijo dos cangaceiros, devido à sua difícil acessibilidade.

A Fauna e Flora Exuberantes


A vegetação predominante é a caatinga arbustiva, caracterizada pela presença de mandacarus, xiquexiques e diversas bromélias. A fauna é diversificada, abrigando desde mamíferos como o veado-mateiro e a suçuarana até aves ameaçadas de extinção, como a arara-azul-de-lear, considerada a espécie mais ameaçada do mundo, e a avoante. A região é habitada por 12 famílias da tribo Pankararés, proporcionando à experiência cultura ainda mais especial.

Os Paredões e a Comunidade Pankararé


Ao passar pela comunidade indígena Pankararé, é solicitada uma taxa simbólica de R$ 25 por pessoa, contribuindo diretamente para a preservação do local. A partir daqui, os imponentes paredões dos quênios começam a se revelar, criando uma paisagem única e fascinante.

Aventura na Baixa do Chico


Para os aventureiros que desejam explorar a Baixa do Chico, é preciso percorrer 60 km de estrada de terra, passando por pitorescos povoados. A região é o terreno predileto do lendário cangaceiro Lampião, e as histórias de tempos passados ainda ecoam entre as formações rochosas.
Cinco Dicas Essenciais para sua Viagem:
  • Enfrente o Calor: Com temperaturas que atingem os 40°C, esteja preparado para o calor intenso. Evite cores chamativas e hidrate-se constantemente.
  • Proteja sua Pele: Além do protetor solar, use roupas apropriadas para exposição solar e evite cores chamativas ao avistar aves.
  • Amanhecer Mágico: A revoada das aves ocorre ao amanhecer. Prepare-se para acordar cedo e testemunhar esse espetáculo.
  • Veículo Adequado: Desloque-se em carros 4×4, pois as estradas podem ser desafiadoras.
  • Acomodações Simples: Não espere resorts luxuosos; as acomodações são simples, mas autênticas.

Canudos: O Destino dos Amantes de Aves


A cidade de Canudos, conhecida por sua história marcante, é também um paraíso para observadores de aves. A Fundação Biodiversitas mantém uma área de 1.500 hectares próxima a Canudos, onde é possível vivenciar a Toca Velha, um dos principais dormitórios da arara-azul-de-lear. A visita deve ser agendada, e há opções de hospedagem na cidade ou na área da fundação.

O Grand Canyon Brasileiro


Toca Velha das Araras-de-lear.
Foto: Marcelo Brandt.

Com seus cânions profundos, solo avermelhado e formações rochosas impressionantes, o Raso da Catarina pode ser comparado ao Grand Canyon brasileiro. A região, apesar da aridez, preserva a biodiversidade, com mais de 180 espécies ameaçadas de extinção.

A Revoada das Araras-de-Lear


Revoada das Araras-de-Lear.

A experiência culmina na revoada das araras-de-lear no cânion seco da Baixa do Chico. Acompanhados por guias locais, os visitantes testemunham a majestosa visão das aves sobrevoando os paredões alaranjados. As trilhas revelam a beleza natural, proporcionando um contato único com a exuberância do Raso da Catarina.

Preservação e Desafios Ambientais


Arara-Azul-de-Lear.
Foto: Joao Quental – Flickr.

A preservação das espécies na região é crucial, especialmente para as araras-azuis-de-lear. O “Desafio Natureza” destaca as ações de preservação e as ameaças enfrentadas por essas aves e outras espécies do bioma caatinga.

Planejando Sua Viagem:

  • Acesso: As cidades de Paulo Afonso, Petrolina e Salvador oferecem opções de transporte. Os aeroportos mais próximos são os de Petrolina e Paulo Afonso.
  • Acomodações: Embora não haja resorts luxuosos, as acomodações simples proporcionam uma experiência autêntica e intimista


Conclusão


Raso da Catarina. Foto:CesarCoelho667

Em resumo, o Raso da Catarina é mais do que um destino turístico; é uma jornada para os amantes da natureza, história e aventura. Ao seguir os passos cuidadosamente planejados e respeitar a delicada ecologia dessa paisagem única, os visitantes são recompensados com uma experiência inesquecível, mergulhando nas riquezas do sertão baiano.

Praias baianas com o selo Bandeira Azul; paraísos naturais

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Por: Alexandre Brochado / Bahia Notícias

Em meio às deslumbrantes paisagens do verão baiano, quatro praias do estado se destacam na edição 2023/2024 do cobiçado selo Bandeira Azul, uma certificação internacional anual concedida pela Foundation for Environmental Education (FEE), com sede na Dinamarca. A certificação reconhece o compromisso dessas praias com a excelência ambiental, segurança e práticas sustentáveis no turismo.

Duas dessas praias estão situadas na Ilha dos Frades, em Salvador: Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, que ostenta o selo há 11 anos consecutivos, e a recém-certificada praia da Viração. Outras duas praias certificadas encontram-se em Camaçari: da Espera, em Itacimirim, e Paraíso, em Guarajuba.

Essas praias destacam-se não apenas pela beleza natural, mas também por atenderem aos rigorosos critérios estabelecidos pela Bandeira Azul, incluindo qualidade ambiental, segurança, gestão e educação. A certificação destaca o comprometimento desses destinos em proporcionar experiências turísticas responsáveis e sustentáveis.

As praias baianas certificadas se juntam a um seleto grupo de destinos costeiros em todo o mundo que receberam a Bandeira Azul, reforçando a posição da Bahia como um destino turístico.


Conheça as praias baianas certificadas:


Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe

A praia de Guadalupe, localizada na Ilha dos Frades, é um destino bastante requisitado na região. Caracterizada por águas tranquilas e cristalinas, a praia destaca-se como um local ideal para atividades como banho, pesca e mergulho. A chegada à ilha é realizada por meio de embarcações disponíveis no Terminal Marítimo de Salvador.



Praia da Viração

Situada nas proximidades da Base Naval de Aratu, a Praia da Viração se destaca por geralmente ser deserta, proporcionando um ambiente tranquilo com sua vegetação exuberante e ondas suaves. Para explorar esse oásis escondido, a jornada começa com uma viagem de barco do Terminal Marítimo de Salvador com destino à Ilha dos Frades. Ao caminhar pela Praia de Guadalupe, em aproximadamente 15, os visitantes chegam ao destino.


Praia da Espera

Situada em Itacimirim, a Praia da Espera pode ser acessada a partir do Aeroporto de Salvador, a pouco mais de 50 km. Em menos de uma hora pela BA-099, os visitantes desfrutam do contraste entre suas ondas que quebram na costa e um mar calmo. A longa faixa de areia se estende por trechos que oferecem barracas e infraestrutura para aqueles que buscam comodidades à beira-mar. Durante a maré baixa, a Praia da Espera revela ainda a formação de piscinas naturais.



Praia do Paraíso

Apreciada tanto por banhistas quanto por surfistas, a Praia do Paraíso, situada em Guarajuba, é uma joia da região. Apesar do clima exclusivo, a localidade possui acesso livre pela praia. Os coqueiros altos e as águas esverdeadas contribuem para criar um cenário paradisíaco. A apenas pouco mais de 40 km do Aeroporto de Salvador, chegar à Praia do Paraíso leva aproximadamente 50 minutos pela BA-099.

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